Banco de Cabo Verde antecipa crescimento e melhoria nas reservas no fecho de 2024

Praia, (Lusa) – O Banco de Cabo Verde prevê que as contas a apurar em relação ao último trimestre de 2024 mostrem um crescimento da atividade económica do arquipélago, anunciou no novo Boletim de Indicadores Económicos e Financeiros (BIEF).

“Para o quarto trimestre de 2024, os indicadores disponíveis apontam para um crescimento da atividade económica nacional”, com o consumo a crescer “de forma moderada”, o investimento a registar “uma ligeira recuperação” e a entrada de turistas estrangeiros a crescer face a trimestres anteriores, previu o Banco de Cabo Verde.

A economia cabo-verdiana cresceu 3,3% no terceiro trimestre de 2024, em termos homólogos, desacelerando em relação aos trimestres anteriores (10,9% e 8,5%, respetivamente), o que perfaz uma taxa de variação acumulada de 7,5% até setembro de 2024.

O valor manteve-se acima das estimativas de crescimento para 2024, cujo número final depende do desempenho do quarto trimestre, que deverá ser divulgado nos próximos meses (em 2024, foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística no início de abril)

Para 2024, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que Cabo Verde tenha alcançado um crescimento de 5% e o Banco de Cabo Verde (BCV) aponta para 6,1%.

Ainda de acordo com o BIEF, ao nível das contas externas, os dados provisórios “apontam para uma evolução favorável no quarto trimestre de 2024, recuperando face ao trimestre anterior”.

“O stock de reservas internacionais líquidas aumentou face ao trimestre anterior em 88,8 milhões de euros (para os 736,2 milhões de euros), permitindo garantir 6,3 meses de importações”, detalhou.

No trimestre anterior, o indicador tinha recuado para 5,6 meses, sendo uma das razões que levou o banco central a iniciar uma série de subidas de taxas, para tornar menos atrativa a saída de divisas.

Ao nível das contas públicas, o BIEF indica que registaram, em dezembro de 2024, um agravamento no défice, fixando-se nos 2.961,5 milhões de escudos (26,8 milhões de euros), quando, no período homólogo, se fixava em 707,6 milhões de escudos (6,4 milhões de euros).

“A necessidade de financiamento do Estado determinou um maior recurso ao endividamento, tanto internon como externo” e o stock de dívida do Estado “aumentou 4% em termos homólogos para os 308 mil milhões de escudos, representando 111,3% do PIB projetado pelo BCV para 2024”.

O valor está próximo das últimas projeções (111,8%) do Fundo Monetário Internacional (FMI), cujos programas em curso têm como um dos objetivos reduzir o peso da dívida – considerada uma vulnerabilidade para a economia do país – para 107,1% do PIB em 2025.

LFO // VM

Lusa/Fim

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