Projecto de água prevê 17 mil ligações para a cidade do Uíge

Uíge – Dezassete mil ligações domiciliares de água potável serão efectuadas nos arredores da cidade do Uíge, durante dez anos, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector de Águas (PDISA 2), que visa aumentar o número da população beneficiária.

Esse anúncio foi feito hoje, terça-feira, pela vice-governadora para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas do Uíge, Helena Vieira Dias, quando discursava na abertura do workshop sobre apresentação do projecto de água, que se encontra em fase de debates e preparação final.

O projecto do Governo, cuja elaboração do plano director de abastecimento de água e saneamento está a cargo do consórcio AVSA/Quantum, é co-financiado pelo Banco Mundial e Agência Francesa de Desenvolvimento

De acordo com a vice-governadora, a iniciativa prevê uma série de acções que visa modernizar e expandir as infra-estruturas de água e saneamento, com maior realce para a construção de sistemas de captação de águas residuais, melhoria dos sistemas de drenagem fluvial, bem como a instalação de novas rede de distribuição de água.

Para a vice-governadora, a iniciativa representa um marco importante para a busca de um futuro sustentável e saudável, para a população da região.

Explicou que os cerca de 580 mil habitantes da província do Uíge enfrentam vários desafios referentes ao sistema de drenagem de água residuais e pluviais, o que tem impactado negativamente a qualidade de vida dos habitantes desta localidade.

A cidade do Uíge conta, actualmente, com 14 mil ligações domiciliares, que atende aproximadamente sete pessoas por moradia, bem como outros sistemas de drenagem de águas residuais e pluviais deficitários.

Com este projecto, adiantou, a cidade do Uíge vai expandir o número de ligações domiciliares, a fim de garantir que todas as famílias tenham acesso à água potável e um sistema de drenagem adequado, eficiente e sustentável.

Por sua vez, a presidente do Conselho de Administração da Empresa de águas e saneamento do Uíge, Emília Fernandes, referiu que o plano director é um instrumento de planeamento estratégico que define as directrizes, metas e acções para gestão sustentável dos recursos hídricos e dos serviços relacionados à cidade do Uíge.

Acrescentou que visa garantir o abastecimento de água potável, tratamento das águas residuais e de esgotos e a protecção dos rios, a fim de atender as necessidade actuais e futuras da população, assim como a protecção do meio ambiente.

Deste modo, apelou aos participantes a conservarem as áreas identificadas e plasmadas no plano director, para que quando começarem as obras estejam disponíveis.

Já a representante da directora nacional das Águas, Mpasi Catiolo, explicou que o projecto constitui uma ferramenta de planeamento que o Ministério da Energia e Águas tem usado para servir como directriz em acções voltadas para os serviços de abastecimento desse bem essencial, assim como atender à população local, num horizonte de 10 anos.

O projecto já foi implementado nas províncias do Bié, Huambo, Malanje, Cuanza Norte, Moxico, Huíla e tem como objectivo garantir a continuidade e a qualidade de abastecimento de água à população, uma gestão comercial sólida, entre outras finalidades.

ANGOP

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