Lubango – Um grupo de 14 operadores turísticos alemães manifestou, este sábado, no Lubango, interesse em explorar o potencial turístico angolano, que consideram necessitar de maior divulgação naquele país europeu.
Trata-se de um grupo que faz uma visita designada “Viagens de Familiarização ou FAM Trips”, promovida pelo Ministério do Turismo, com a finalidade de promover Angola como um destino turístico viável e apto para ser comercializado nos principais mercados emissores de turistas a nível mundial.
Ao falar em nome do grupo, no quadro de num encontro com agentes afins da Huíla, o operador da agência de viagens e turismo alemã Diamir, Thomas Thadewaldt, adiantou que pretendem conhecer os parceiros e outros operadores angolanos, para poder divulgar Angola com maior propriedade.
Declarou que a sua agência trabalha em Angola há 10 anos, razão pela qual trouxe três outros operadores da Alemanha que não têm conhecimento sobre o país africano, com vista a descobrirem o que vale à pena, pois não é muito conhecido no mercado alemão.
“A maioria dos operadores faz viagens de aventura com pequenos grupos de oito a 12 pessoas que querem ver quase todo o país, querem ver a cidade capital, as Quedas de Kalandula, a província de Benguela, da Huíla, observar a natureza e a cultura, mas temos clientes interessados em prolongar a sua estada no território angolano para fazer praia” , disse.
Thomas Thadewaldt alertou que não vão investir em infra-estruturas do sector em Angola, apenas fazer as ligações entre os operadores, publicitar o potencial na Alemanha e trazer mais turistas para cá, assim como possíveis investidores.
Por sua vez, o director-geral adjunto do Instituto de Fomento Turístico de Angola (INFOTUR), Bruno de Matos, afirmou tratar-se de operadores turísticos de uma região que atende a Alemanha, a Suíça e a Áustria, que estão a constatar o potencial turístico nacional e criar produtos, para posteriormente publicitar ou vender nesses mercados, apresentando Angola como um destino a visitar.
Ressaltou que Angola ainda é “muito desconhecida” e não adianta ter tudo para mostrar e ninguém lá de fora a conhecer, daí que esse grupo servirá de um “motor” que vai promover o turismo local e com isso aumentar o fluxo de turistas que o visitam.
Para além do encontro com os operadores da Huíla, Bruno de Matos ressaltou que o grupo visitou a cidade, a Fenda da Tundavala e outros locais da província, pois está focado nas várias vertentes do turismo, como em experiências autêntica e diversidade cultural, que foi constatado na região e a nível de todo o país.
Questionado sobre o desafio das infra-estruturas do país, ressaltou que poderá ser colmatada com a demanda, que vai fazer com que os investidores, tanto locais como estrangeiros, apostem nas mesmas, pois não podem ficar à espera das condições, para depois criar
No encontro com os operadores na Huíla foi abordada a hospitalidade e gestão de roteiros turísticos para gestores de agências de viagens, guias de turismo e demais intervenientes da cadeia.
Para além da Huíla, o grupo de operadores já visitou Luanda e vai igualmente constatar as potencialidades das províncias de Malanje e Cuanza Norte.
(ANGOP)


