Criação de vagas de trabalho nos EUA deve ter desacelerado em junho com alta da taxa de desemprego

WASHINGTON (Reuters) – O mercado de trabalho dos EUA deve ter enfraquecido ainda mais em junho, com a expectativa de que a taxa de desemprego tenha subido para um recorde de mais de três 3 anos e meio de 4,3%, uma vez que a incerteza econômica decorrente das políticas do governo Trump reduziu as contratações.

A moderação esperada no crescimento de vagas de trabalho nos EUA provavelmente será insuficiente para estimular o Federal Reserve a retomar seus cortes na taxa de juros em julho, com o relatório desta quinta-feira do Departamento do Trabalho devendo mostrar ainda sólidos ganhos salariais no mês passado.

O relatório será publicado mais cedo devido ao feriado do Dia da Independência na sexta-feira. Uma série de indicadores, incluindo o número de pessoas que solicitaram auxílio-desemprego, apontou para a fadiga do mercado de trabalho após o forte desempenho que protegeu a economia da recessão, já que o banco central dos EUA apertou agressivamente a política monetária para combater a inflação alta.

Economistas afirmam que o foco do presidente Donald Trump no que eles chamam de políticas anticrescimento, incluindo tarifas abrangentes sobre produtos importados, deportações em massa de imigrantes e cortes acentuados nos gastos do governo, mudou a percepção do público sobre a economia.

A confiança das empresas e dos consumidores aumentou após a vitória de Trump na eleição presidencial em novembro passado, na expectativa de cortes de impostos e de um ambiente regulatório menos rigoroso, mas passou a cair cerca de dois meses depois.

“É um momento muito incerto”, disse Martha Gimbel, diretora executiva do Budget Lab da Universidade de Yale. “É difícil para as pessoas tomarem decisões neste momento.”

A economia dos EUA provavelmente criou 110.000 empregos fora do setor agrícola no mês passado, depois de 139.000 em maio, segundo uma pesquisa da Reuters com economistas. Essa leitura estaria abaixo do ganho médio de três meses de 135.000.

As estimativas variaram de um aumento de 50.000 a 160.000 empregos. Prevê-se que os ganhos médios por hora aumentem 0,3%, depois de avançarem 0,4% em maio, mantendo o aumento anual dos salários em 3,9%.

Economistas estimam que a economia precisa criar entre 100.000 e 170.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Por Lucia Mutikani

Reuters

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