SJA condena expulsão de jornalistas da RTP da Presidência

Luanda, (Lusa) – O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) condenou hoje a “expulsão” de jornalistas da RTP no Palácio Presidencial em Luanda e exortou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República de Angola a “retratar-se e reverter a medida”.

Em nota de repúdio enviada hoje à Lusa, o SJA diz que tomou conhecimento com “profunda preocupação e indignação” da informação sobre a “expulsão” de profissionais jornalistas da RTP, destacados para cobertura de um evento na sede da Presidência de Angola na passada segunda-feira, 12 de maio.

Para o sindicato, a “expulsão dos profissionais da RTP da sala de imprensa da Presidência da República, apesar de estarem devidamente credenciados, num ato que envolveu seletividade e discriminação relativamente à permanência de outros jornalistas, configura um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa”.

A direção do SJA “solidariza-se com os profissionais visados, condena o ato e exorta a Secretaria de Imprensa da Presidência da República a retratar-se e reverter a medida tomada”, refere-se na nota.

A RTP manifestou na quarta-feira “profunda preocupação e veemente repúdio” pela “expulsão da equipa” destacada para a cobertura de um evento na sede da Presidência angolana, em Luanda, numa nota de protesto enviada à Presidência e Governo de Angola.

Na nota, os diretores de Informação da RTP, António José Teixeira, da RDP, Mário Galego, e a diretora da RTP África, Isabel Silva Costa, manifestam “profunda preocupação e veemente repúdio” pela “expulsão arbitrária da equipa da emissora pública portuguesa RTP, destacada no Palácio da Cidade Alta para a cobertura de um encontro oficial da Presidência”.

“Apesar de estarem devidamente credenciados e no exercício legítimo da sua função jornalística, os profissionais da RTP foram retirados da sala de imprensa, numa ação seletiva e discriminatória que contrasta com a permanência de outros jornalistas”, lê-se na nota de protesto.

Os responsáveis editoriais da estação pública portuguesa consideram que a atitude das autoridades angolanas “representa um atentado à liberdade de imprensa e uma violação flagrante dos princípios fundamentais do jornalismo e da democracia”.

“A RTP foi também excluída do grupo de Whatsapp do Centro de Imprensa da Presidência – o meio oficial de divulgação da agenda institucional dos órgãos de comunicação credenciados”, em Angola, prosseguem os responsáveis.

Para a RTP, a decisão da Presidência angolana de não permitir a presença dos seus profissionais em eventos oficiais “revela uma tentativa inaceitável de silenciar a liberdade de expressão num país que se diz comprometido com os valores democráticos”.

A Lusa pediu uma reação à Presidência angolana, mas não obteve resposta.

DAS (EL) // VM

Lusa/Fim

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