Ataques de Israel em Gaza matam 21 pessoas

CAIRO/JERUSALÉM (Reuters) – Ataques militares de Israel em toda a Faixa de Gaza mataram pelo menos 21 palestinos, informaram autoridades de saúde locais na segunda-feira, ao mesmo tempo em que as forças israelenses operavam em Rafah, perto da fronteira com o Egito, intensificando nova ofensiva aérea e terrestre de uma semana.

Autoridades de saúde disseram que os ataques de Israel mataram quase 700 palestinos desde que retomou os ataques a Gaza na última terça-feira, encerrando semanas de relativa calma após um cessar-fogo em janeiro. As mortes incluem pelo menos 400 mulheres e crianças.

O grupo islâmico Hamas afirmou que várias de suas importantes autoridades políticas e de segurança também foram mortas.

Israel disse que retomou suas operações militares para forçar o Hamas a libertar os reféns restantes que mantém em Gaza.

Afirma que faz o possível para reduzir os danos aos civis e questionou o número de mortos pelas autoridades de saúde no enclave administrado pelo Hamas.

O ministro da Defesa de Israel disse que seu país estava lutando contra o Hamas e não contra os civis de Gaza.

“Mas quando o Hamas luta com trajes civis, em casas de civis e atrás de civis, ele coloca os civis em perigo e eles pagam um preço horrível. É por isso que estamos pedindo aos habitantes de Gaza que saiam das zonas de combate”, declarou Katz no X.

O Hamas nega que esteja usando a população civil e suas propriedades para fins militares.

Em Rafah, a prefeitura disse que milhares de pessoas estavam presas na área de Tel Al-Sultan, para onde os militares israelenses haviam enviado algumas de suas forças.

“Os contatos com a vizinhança foram totalmente interrompidos e o destino das pessoas é desconhecido. As famílias estão presas entre as ruínas, sem água, sem comida, sem remédios, em meio a um colapso total dos serviços de saúde”, informou em um comunicado.

O Serviço Civil de Emergência da Palestina disse que 50.000 residentes permanecem presos em Rafah.

Os militares israelenses disseram que as tropas cercaram Tel Al-Sultan para desmantelar “locais de infraestrutura terrorista e eliminar os terroristas na área”.

No domingo, as autoridades palestinas estimaram em mais de 50.000 o número de mortos em quase 18 meses de conflito.

Israel lançou sua ofensiva em Gaza depois que os combatentes do Hamas invadiram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e fazendo mais de 250 reféns, de acordo com os registros israelenses.

Por Nidal al-Mughrabi e Maayan Lubell

Reuters

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