Dança constitui reflexo da história e da identidade angolana em 50 anos de independência

Ondjiva – O director provincial da Cultura e Turismo do Cunene, Isidro Ndahepele, afirmou esta quarta-feira, na cidade de Ondjiva, que as danças tradicionais angolanas constituem o reflexo da diversidade e da resiliência cultural dos povos ao longo dos 50 anos de Independência Nacional.

Em declarações à ANGOP, a propósito do 29 de Abril, Dia Mundial da Dança, o responsável referiu que a arte celebra a história e a identidade angolana desde os primórdios da independência.

Para si, as novas formas de dança contemporânea expressam a evolução e as aspirações da sociedade.

No marco das celebrações dos 50 Anos de Independência Nacional, disse ser oportuno reflectir sobre a valorização de uma das riquezas de expressões artísticas angolanas, onde a dança constitui um elemento fundamental da construção da nação.

Isidro Ndahepele referiu que a dança é uma poderosa ferramenta de promoção da cultura e turismo local, atrai visitantes, enriquece a identidade da região e fortalece o sentimento de pertença da comunidade.

A nível da província do Cunene, salientou que a dança tradicional é um tesouro cultural que carrega consigo histórias, significados e técnicas passadas de geração em geração.

Acrescentou que os diversos grupos étnicos, dispõem de danças próprias que podem ser encontradas em rituais de cerimónias de iniciação, festivais, colheitas e funerais.

A título de exemplo, o responsável realçou o enghama, dançado pelos Ovawambo em cerimónias festivas, vissango dançado pelos homens Ovankumbi e o ndjando, pelas mulheres Nyaneka-Nkumbi, entre outras.

Disse ser fundamental a transmissão das danças às novas e futuras gerações, para a preservação da identidade cultural.

Considerou crucial que as comunidades, as famílias e as instituições culturais encontrem formas eficazes de passar os ensinamentos.

Fez saber que actualmente o gabinete controla 23 grupos de dança tradicional, 15 grupos de dança moderna e uma associação.

Apontou como barreiras da promoção da dança local a falta de financiamento e apoio à sustentabilidade dos grupos.

Para contrapor a situação, informou que o gabinete elaborou um plano de promoção e educação artística que passa pela realização de workshops e formações para jovens e adultos, criação de festivais e eventos culturais, integração das apresentações de dança nas ofertas turísticas da região.

Indicou ainda a divulgação das danças locais através dos meios de comunicação social e plataformas digitais, apoio aos grupos e a inclusão da dança em eventos culturais e fomento do turismo cultural, de modo a contribuir para a valorização da identidade angolana.

O Dia Mundial da Dança foi instituído em 1982, pelo Comité Internacional da Dança (CID) da UNESCO, com o objectivo de celebrar a arte e mostrar a sua universalidade, independentemente das barreiras políticas, culturais e éticas.

ANGOP

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