Fábrica de Cimento do Kwanza Sul estuda alternativas para reduzir custos de energia

Benguela– A Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) estuda a possibilidade de uso de alternativas energéticas mais sustentáveis e económicas, de forma a reduzir os actuais custos de energia, soube a ANGOP.

 

A informação foi confirmada pelo director comercial da FCKS, Nicolau Massaki, durante a FIB, onde colocou entre os desafios da empresa o elevado custo de energia, uma vez que a produção ainda depende do uso de HFO (óleo combustível pesado).

Entre as alternativas energéticas sustentáveis ainda em estudo, está o uso de resíduos sólidos, pneus e carvão, para alimentar os fornos, diminuindo assim os custos de produção, como reiterou Nicolau Massaki.

Para isso, o director comercial da Cimenteira do Kwanza Sul reconheceu a necessidade de investimentos em infraestruturas de recolha e processamento de lixo, o que, como notou, ainda está em fase de estudo.

Dentro desse quadro, deu a conhecer que a FCKS criou, recentemente, uma Direcção de Energia, com o objetivo de liderar estudos e iniciativas voltadas à diversificação da matriz energética da fábrica, com foco na sustentabilidade e redução de custos.

Presença no mercado 

O responsável destacou, de igual forma, o objectivo de fortalecer a presença da empresa em todo o mercado nacional e, com isso, ampliar o número de clientes.

Actualmente, Luanda é o principal mercado consumidor, absorvendo mais de 60 por cento da produção da FCKS, estando em segundo lugar as províncias de Benguela e do Huambo, que representam 11 por cento, cada.

As províncias do Bié, Huíla e Cunene também entram na lista dos principais consumidores do cimento produzido pela FCKS.

O responsável frisou que a região Sul destaca-se no consumo de cimento, pois que, além da comercialização do produto final, a FCKS também fornece clínquer para duas cimenteiras em Benguela.

Dessa forma, Nicolau Massaki, embora não tenha revelado números, sublinha que a contribuição para a economia nacional tem sido significativa.

Na prática, explicou, a FCKS oferece dois tipos de cimento – Yetu 32.5 e Yetu 42.5, sendo este último o mais consumido no Sul do país.

Com os produtos da FCKS disponíveis em todo o território nacional, incluindo Cabinda, Nicolau Massaki  diz ser ambição expandir a presença da empresa para os países vizinhos, como República Democrática do Congo, Namíbia e Zâmbia.

No entanto, reconhece que ainda existem entraves logísticos e estruturais que dificultam essa expansão.

Com uma capacidade instalada de 120 mil toneladas por mês, o que equivale a 4.500 toneladas por dia e 1,45 milhão de toneladas/ano, a FCKS opera em um mercado nacional que consome apenas 2,5 milhões de toneladas de cimento por ano.

Isso representa cerca de 32% da capacidade total instalada no país, que ultrapassa as oito milhões de toneladas.

“Não há margem para produzir mais cimento neste momento, pois o consumo nacional está muito abaixo da capacidade de produção existente”, finalizou.

No âmbito da sua responsabilidade social, a FCKS já construiu 450 habitações para comunidades vizinhas, além de escolas, esquadras policiais e igrejas.

Única fábrica de cimento da província do Kwanza Sul, a FCKS está localizada na cidade do Sumbe e opera com 99% da sua força de trabalho composta por mão-de-obra nacional.

ANGOP

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