Mais de três mil km² livres de minas na Huíla

Lubango – Três mil e 400 quilómetros quadrados foram libertados de minas e outros engenhos explosivos durante o primeiro semestre deste ano, em 19 operações em seis municípios da Huíla, pelo Centro Nacional de Desminagem (CND).

O balanço foi apresentado, segunda-feira, pelo porta-voz em exercício do departamento provincial do CND, Fernando Catiavala, que destacou a importância das acções para a segurança das comunidades e a viabilidade de projectos de impacto socioeconómico.

Entre as principais intervenções concluídas, sublinhou a do município da Jamba Mineira, na comuna de Kassinga onde foram desminados 15 mil e 300 m² para construção de residências protocolares, com a remoção de seis mil 312 metais, 18 munições de baixo calibre e uma granada de mão do tipo F1.

No município de Quipungo foram limpos três mil e 400 m² para implantação da central foto-voltaica, com a retirada de três mil 788 metais, 16 munições de baixo calibre, três bombas de morteiro de 82 mm e outros artefactos.

Em termos gerais, explicou que foram já removidos dez mil e 100 metais, 265 munições de diversos calibres, 33 bombas de morteiro e duas minas anti-pessoal OZM4, essas últimas encontradas na comuna de Impulo, município de Quilengues.

Segundo a fonte, as acções de Educação e Prevenção de Riscos de Minas (EPRM) abrangeram mil 365 pessoas, entre adultos e crianças, com destaque para a rubrica semanal na Rádio Huíla e as actividades pontuais estenderam-se a municípios como Lubango, Hoque, Cacula e Quilengues.

No entanto, o responsável alertou para dificuldades logísticas e de transporte, que têm limitado a capacidade de resposta às solicitações de desminagem.

Entre as perspectivas para o segundo semestre de 2025, o CND pretende reforçar a formação técnica, ampliar a catalogação de áreas suspeitas e intervir em zonas prioritárias definidas pelo Governo, sempre que haja condições para o efeito.

Angola ratificou a Convenção de Ottawa sobre a proibição de minas terrestres em 1997, e tem celebrado anualmente, desde 2006, o Dia Internacional da Luta Contra as Minas Terrestres, a 4 de Abril, sob o lema “Futuros Seguros Começam Aqui”.

A província da Huíla controla 18 áreas suspeitas de minas.

ANGOP

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