MPLA assinala retrocesso para a democracia portuguesa

Luanda, (Lusa) – O secretário para a Reforma do Estado, Administração Pública e Autarquias do MPLA, partido no poder, lamentou hoje a derrota do Partido Socialista (PS) e considerou os resultados das legislativas de domingo “um retrocesso para a democracia portuguesa”.

Mário Pinto de Andrade, que falava à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do congresso constitutivo do PRA-JA Servir Angola, considerou as eleições portuguesas “competitivas e renhidas”, salientou que coube ao povo soberano português decidir e lamentou pela democracia portuguesa.

“Os portugueses decidiram que não queriam um Governo de maioria absoluta. Decidiram por um Governo de maioria maior, é um novo termo que está no léxico político em Portugal”, assinalou, afirmando que “é pena” a descida do PS, “partido fundador da democracia”.

No ano do 50.º aniversário de celebração da democracia em Portugal “a direita é que ganhou, em detrimento de outras forças democráticas”, lamentou o político angolano, representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no ato de abertura do congresso que elege hoje o primeiro presidente do PRA-JA Servir Angola.

“É um grande retrocesso para a democracia portuguesa, mas o povo é soberano, é o povo que decide”, realçou Mário Pinto de Andrade.

Por sua vez, o vice-presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição, Simão Dembo, disse que as eleições portuguesas foram acompanhadas com particular interesse, constatando que se assistiu a “um crescimento exponencial do Chega” e, “praticamente, ao sucumbir do PS”.

“Os portugueses que fizeram a escolha escolheram o melhor para si. A AD vai continuar a governar o país e desejamos aos portugueses que tenham o melhor que querem para o seu país”, salientou.

A AD – Coligação PSD/CDS venceu as eleições legislativas de domingo, com 89 deputados, se se juntarem os três eleitos pela coligação AD com o PPM nos Açores, enquanto PS e Chega empataram no número de eleitos para o parlamento, 58.

A Iniciativa Liberal continua a ser a quarta força política, com mais um deputado (9) do que em 2024, e o terceiro lugar é do Livre, que passou de quatro a seis eleitos.

A CDU perdeu um eleito e ficou com três parlamentares, enquanto o Bloco de Esquerda está reduzido a uma representante enquanto o PAN manteve um deputado.

O JPP, da Madeira, conseguiu eleger um deputado.

Estes resultados não incluem ainda os eleitores residentes no estrangeiro, cuja participação e escolhas serão conhecidos a 28 de maio.

NME // JMC

Lusa/Fim

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